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História 1.4

1.4  - PROBLEMAS MÉDICO-SANITÁRIOS

 

Os problemas médico-sanitários existiram desde o início. Porém, passaram a ter maior atenção quando o diretor da colônia passou a ser o Dr. Manoel Marques de Faria, que viu a necessidade de medicamentos.

Foi então autorizada pela Presidência a compra de medicamentos, mas isto não bastava, e o problema se agravava, uma vez que não havia uma farmácia, nem um médico especializado.

 

 

Aos 26 de março de 1875, foi o Dr. Martinho Leocádio Cordeiro, nomeado médico da colônia e a 24 de junho, iniciou sua função. Entretanto, com sua chegada apareceu ainda uma série de questões que não foram analisadas: primeiro que foi trazida da corte uma botica completa na importância de “900 e tantos mil réis” dado pelo governo geral, e para isso era necessário que fossem tomadas as providências para a vinda de volumes; segundo, que fosse arrumada uma casa para colocar-se a botica; terceiro, precisava-se uma residência para o medico e sua família, mas na colônia não havia casa destinada a médicos. Este problema foi resolvido ao encontrarem duas casas a serem alugadas.

 

 

Mesmo já se achando com os problemas resolvidos, as dificuldades continuaram a surgir quando despontaram suspeitas entre o diretor e o médico. Assim se declarou o médico:

“Não posso deixar de declarar a V. Excia reservadamente, que tendo observado bem de perto as continuadas exigências do mesmo médico, infiro, que na parte onde diz obrigar-me a ter sempre sortida a botica e ter um ajudante de sua confiança, trará para o futuro embaraços a esta direção, com bastantes reclamações, dos colonos, por que o mesmo já me preveniu que tinha ordem de V. Exa., o Sr. Ministro da Agricultura, para levar o dinheiro àqueles que estivessem nas circunstancias de pagar, o que na verdade concordo. Mas V. Exa. sabe que na colônia, com exceção de 4 a 6 colonos os mais são sumamente pobres, e sendo- lhe concedido, o que mesmo reclama do governo para o futuro pode o mesmo médico exigir pagamento daqueles que não estão no caso de pagar!

V. Exa. não ignora que já em tempos, que estive como Diretor das colônias Therezópolis e Santa Izabel foi para as mesmas colônias um médico o Dr. Manoel Faria, que abrange as duas colônias contratado, ainda acha que o governo deve-lhe mais uma gratificação” (PIAZZA, 1973, p. 91)

 

 

As intrigas entre o médico e o diretor recrudesceram quando o diretor consultou a Presidência da Província sobre a licitude de cobrar remuneração pelo atendimento aos colonos.

O presidente então se informou com o ministro da agricultura sobre tudo porque o médico mandara esta carta:

“A contribuição pecuniária pelos serviços médicos que houver de prestar que a simples moradores desta colônia e, de suas circunvizinhanças, que estiverem como V. Mcê.

No caso de poder pagá-los é propriedade minha, que me foi garantido pelo governo imperial, por ocasião de ser eu nomeado para o lugar de médico desta colônia, e de que não posso ser esbulhado pelo Sr. Diretor desta colônia, potência contra que devo protestar” (PIAZZA, 1973 p. 92)

 

Dia 23 de outubro de 1875, retirou-se da Colônia Nacional de Angelina o médico, sem a menor comunicação à direção. E somente da Várzea Grande, distrito da freguesia de Santo Amaro do Cubatão, o médico enviou ao diretor, material em seu poder, menos a chave da casa em que residia.

O médico foi substituído por Dr. Antonio José Sarmento e Mello, contratado a 5 de janeiro de 1876.

Foi também contratado um farmacêutico. Este logo iniciou suas atividades solicitando “mostarda em grão, raiz dealthéa, óleo de rícino, manna, éther sulphurico, Senna, pomada de saturno, ungüento de basilicão”. Afirmou serem desnecessários outros remédios existentes na “velha botica”. (PIAZZA, 1973, P. 94).

 

Posto avançado do Banco do Brasil – 1980

 

Estes, ele guardou num armário envidraçado para preservá-los.

Aos 18 de fevereiro de 1879, o médico, Antonio José Sarmento e Mello, deixou a colônia, por haver o governo imperial reduzido a duzentos mil réis a gratificação de trezentos mil réis mensais, que recebia. Logo, contratou-se o farmacêutico Joaquim Caetano da Silva, que tinha a função também de professor.

Sentindo a necessidade da farmácia, o novo farmacêutico solicitou suprimento através de um oficio.

Mas as coisas agravaram-se e o farmacêutico teve que fazer visitas médicas aos colonos, “o que lhe traz não somente aumento considerável de trabalho, como de despesas com sustento de animais” e pediu equiparação de vencimento aos demais farmacêuticos das colônias do estado da Província. (PIAZZA, 1973, p. 95).

Desde então, os colonos ficaram sem a devida atenção médico-sanitária.